Como o golpe acontece
No golpe conhecido como SIM swap, criminosos conseguem transferir o número de telefone da vítima para um chip que está sob controle deles. Com isso, passam a receber chamadas e mensagens destinadas ao titular da linha, inclusive códigos de autenticação usados em bancos, e-mails e outros serviços digitais.
A Polícia Federal informou em 17/04/2026, na Operação Caronte II, que essa modalidade envolve a utilização indevida de linhas telefônicas e de documentos falsos para viabilizar acesso não autorizado a contas bancárias e a dados pessoais. Já a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) descreve que a fraude pode ocorrer tanto na própria operadora da vítima quanto durante um pedido de portabilidade feito em nome dela.
Na prática, o criminoso não precisa convencer a vítima por uma ligação longa. Muitas vezes, ele usa dados pessoais já expostos em vazamentos, documentos falsificados ou falhas no processo de validação para assumir a linha. A partir daí, tenta redefinir senhas, validar transações e tomar controle de contas com autenticação por SMS.
Sinais de alerta
- Seu celular deixa de fazer ligações, enviar SMS ou usar dados móveis sem motivo aparente.
- Você recebe avisos de troca de senha, tentativas de login ou códigos que não solicitou.
- Aplicativos bancários, e-mail ou carteira digital passam a exigir nova validação inesperadamente.
- Pessoas próximas relatam mensagens estranhas enviadas em seu nome após a linha parar de funcionar.
O que fazer na hora
- Entre em contato imediatamente com a operadora pelos canais oficiais e peça bloqueio preventivo, análise de troca de chip e reversão de portabilidade indevida, se houver.
- Avise seus bancos, e-mail principal e serviços mais críticos para bloquear acessos, redefinir senhas e revisar movimentações recentes.
- Registre um Boletim de Ocorrência e guarde protocolos, horários e capturas de tela das falhas e notificações.
- Se ainda conseguir acessar suas contas, troque senhas prioritárias e remova sessões ativas em aparelhos desconhecidos.
Como se proteger daqui para frente
- Desconfie de qualquer perda repentina de sinal fora do Wi-Fi, especialmente se vier acompanhada de alertas de login ou de senha.
- Mantenha e-mail e banco com camadas extras de proteção além do SMS, quando o serviço oferecer alternativas mais seguras.
- Acompanhe pedidos de portabilidade e não confirme solicitações que você não iniciou.
- Consulte periodicamente se há linhas pré-pagas ativas em seu CPF no portal cadastropre.com.br, citado pela Anatel, e peça o cancelamento de qualquer linha indevida pelos canais oficiais da prestadora.
Dado real
Não localizamos, até 08/05/2026, um balanço público nacional consolidado com número oficial de vítimas de SIM swap. Ainda assim, há evidência oficial recente de atuação criminosa: em 17/04/2026, a Polícia Federal divulgou a Operação Caronte II, no Piauí, para apurar fraudes bancárias com uso de linhas telefônicas e documentos falsos nessa modalidade. A Anatel também mantinha, com atualização em 30/04/2026, orientação específica sobre sequestro da linha e medidas de prevenção e resposta.
Fontes
- Polícia Federal - "PF combate esquema de fraudes bancárias no Piauí" (17/04/2026). Disponível em: https://www.gov.br/pf/pt-br/assuntos/noticias/2026/04/pf-combate-esquema-de-fraudes-bancarias-no-piaui
- Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) - "Golpes atuais mais comuns" (publicado em 03/04/2023; atualizado em 30/04/2026). Disponível em: https://www.gov.br/anatel/pt-br/assuntos/dicas-contra-fraudes/golpes-atuais-mais-comuns
- Verificado editorialmente em: 08/05/2026.
Se a abordagem aconteceu por ligação telefônica, vale comparar com outros casos publicados do mesmo canal antes de concluir se a mensagem era legítima.
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